Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador cristianismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cristianismo. Mostrar todas as postagens

Desafio no Facebook cria corrente que reúne os católicos aos evangélicos

Nenhum comentário

domingo, 27 de abril de 2014

Um desafio lançado no Facebook tem mobilizado muita gente a compartilhar trechos bíblicos na internet. O “Lançai a Palavra”, como foi nomeado, “invadiu” a rede social, ultrapassou a fronteira religiosa e, na prática, vem unindo católicos e evangélicos.

A maioria dos participantes é formada por jovens que entraram na “campanha” com o argumento de que a plataforma, utilizada para divulgar tantas bobeiras, também é “ferramenta para a propagação da palavra de Deus”.

A “corrente” é simples: Quem desafia escolhe alguns versículos para ler (o que sentir), grava um vídeo e convoca três amigos para fazer a mesma coisa. Se o desafiado não cumprir a missão em 24 horas, deve dar uma bíblia de presente a quem o desafiou.

Entre os evangélicos, a mania pegou, mas o curioso é que até os católicos entraram na onda. Uma prova de que a mensagem é mais importante que a placa da igreja. A farmacêutica Lizandra Ortiz Nepomuceno, 23 anos, de Dourados, é um das participantes.

Católica desde que nasceu, ela tem uma explicação na ponta da língua: “Deus é um só. Não importa a religião. É o mesmo para todos. Eu fui desafiada por uma amiga católica e vejo que vários amigos da minha comunidade estão fazendo o mesmo”.
Na internet, a jovem seguiu o mesmo modelo proposto, mas há católicos que, ao invés da bíblia, pediram um terço, como é o caso da estudante de jornalismo Ana Cristina da Cruz, de 18 anos, que foi desafiada por uma evangélica.

“Alguns amigos meus já haviam feito essa troca. Eu, por exemplo, conheci o Lançai a Palavra devido amigos que estavam desafiando outros a darem o terço caso não gravassem o vídeo, e depois vi alguns amigos protestantes desafiando com a bíblia”, disse, ao comentar que ambos “são presentes abençoados”.

De qualquer forma, com bíblia ou terço, o recado está dado: “Necessitamos de uma juventude que saiba ler a palavra do pai e pedir e intercessão da mãe”, completou. Para ela, essa “união” fez com que as pessoas aprendessem que somos todos irmãos e que qualquer um pode evangelizar.

De onde surgiu? – Matéria divulgada no site Jovens Conectados informa que o desafio Lançai a Palavra surgiu no interior de Santa Catarina. A iniciativa partiu do padre Ederson Larochevski, de 30 anos, da Diocese de Caçador (SC).

Ele teria gravado o primeiro vídeo na secretaria da paróquia onde trabalha, na cidade de Rios das Antas, no mesmo Estado. “A gravação prima pela simplicidade, deixando em evidência a força das palavras proclamadas. Tem apenas 28 segundos e é a leitura do Evangelho segundo São Marcos (Mc 8,34-35)”, diz trecho do texto.

A publicação afirma, ainda, que o sacerdote foi colaborador na organização da Diocese para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 e, atualmente, acompanha a Pastoral Universitária. Na paróquia, inicia ações de evangelização com os jovens.

informações de campograndenews

Igrejas gays crescem em ritmo acelerado no Brasil

Nenhum comentário

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O crescimento das igrejas inclusivas ganhou força com o surgimento de políticas de combate à homofobia, ao passo que o preconceito também diminuiu, alegam especialistas.

Hoje, segundo o IBGE, há 60 mil casais homossexuais no Brasil. Para grupos militantes, o número de gays é estimado entre 6 a 10 milhões de pessoas.

Segundo a pesquisadora Fátima Weiss, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que mapeia o setor desde 2008, havia apenas uma única igreja inclusiva com sede fixa no Brasil dez anos atrás.

"Com um discurso que prega a tolerância, essas igrejas permitem a manifestação da fé na tradição cristã independente da orientação sexual", disse Weiss à BBC Brasil.

O número de frequentadores dessas igrejas - que são abertas a fiéis de qualquer orientação sexual - acompanhou também a emancipação das congregações. Se, há dez anos, os fiéis totalizavam menos de 500 pessoas; hoje, já são quase 10 mil - número que, segundo os fundadores dessas igrejas, deve dobrar nos próximos cinco anos. Resistência

Conversão ou expulsão

As igrejas inclusivas ainda enfrentam forte resistência das comunidades católicas e evangélicas. Embora a maior parte delas siga a tradição cristã - pregando, inclusive, o celibato antes do casamento e a monogamia após o matrimônio - ainda não são reconhecidas oficialmente por nenhum desses dois grupos.

Não raro, em igrejas tradicionais, os homossexuais são obrigados a esconder sua opção sexual. Descobertos, acabam sendo expulsos - ou, eventualmente, submetidos a tratamentos de "conversão" para se tornarem heterossexuais.

"Segundo a Bíblia, homossexualidade é pecado. Na igreja evangélica, gay só entra caso queira se converter e, para isso, tem de se tornar heterossexual. É uma regra de Deus", disse à BBC Brasil Silas Malafaia, fundador de uma das principais igrejas evangélicas do Brasil, a Assembleia de Deus - Vitória em Cristo.

"Tenho vários casos de ex-gays na minha igreja. Trata-se de um desvio de comportamento; afinal, gays têm a mesma ordem cromossômica que nós, heterossexuais. Depende deles, portanto, mudar sua opção sexual para serem aceitos na nossa comunidade", acrescenta.

Pastora

A pernambucana Lanna Holder, de 37 anos, acreditava poder "curar" a atração que sentia por mulheres que, segundo ela, vinha "desde a infância". Usuária de drogas e alcoólatra, Lanna converteu-se a uma igreja evangélica aos 21 anos, passando a fazer pregações no interior do Brasil.

"Enquanto todas as meninas brincavam de boneca, eu soltava pipa e jogava futebol", lembra ela à BBC Brasil.

Lanna tornou-se uma das principais pregadoras da igreja Assembleia de Deus, a mais importante do ramo pentecostal no Brasil. Casou-se aos 24 anos e, dois anos depois, teve um filho.

Mas durante uma viagem aos Estados Unidos em 2002, conheceu outra pregadora, Rosania Rocha, brasileira que cantava no coral de uma filial da igreja em Boston. Um ano depois, elas tiveram um caso amoroso às escondidas e acabaram expulsas da comunidade.

De volta ao Brasil em 2007, Lanna teve a ideia de criar uma igreja voltada predominantemente para homossexuais que, como ela, não ganharam acolhida em outra vertente religiosa. Ela montou a "Comunidade Cidade Refúgio", no centro de São Paulo.

De reuniões pequenas, com apenas 15 pessoas, a igreja possui hoje 300 fiéis e planeja abrir uma filial em Londrina, no Paraná, até o fim deste ano. Origem

O embrião das igrejas inclusivas começou a surgir no Brasil na década de 90, em pequenas reuniões feitas normalmente sob sigilo.

Nos Estados Unidos, entretanto, elas já existem há pelo menos quatro décadas, praticando o que chamam de "teologia inclusiva", com um discurso aberto à diversidade.

Um das pioneiras foi a Igreja da Comunidade Metropolitana (ou Metropolitan Church), a primeira a ter sede própria no Brasil, em 2002.

"Sinto-me em casa"

Há seis anos, a piauiense Susane Borges, de 43 anos, participava da parada gay de São Paulo quando foi abordada por um fiel da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), de quem partiu um convite para visitar a sede da congregação, voltada para o público homossexual, no centro de São Paulo.

Criada na Igreja Católica, Susane temia participar de cultos tradicionais. Desde 2005 vivendo com a companheira, Noemi Miranda, de 51 anos, ela já não aguentava mais ser vítima de preconceito.

Há pouco mais de três anos, as duas foram obrigadas a mudar de endereço quando os vizinhos descobriram que elas mantinham um relacionamento amoroso. Susane, que era esteticista e mantinha sua clínica em casa, acabou perdendo todos os clientes.

Hoje, as duas frequentam a ICM aos sábados e aos domingos. Na congregação, Susane cuida do ministério dos surdos, ajudando pessoas que, como sua companheira, sofrem de deficiência auditiva.

"Aqui, me sinto em casa. Não sou vítima de preconceito e ainda posso fazer novas amizades com outros casais homossexuais", conta ela à BBC Brasil.

Ex-evangélica

Natural de Teresina, Susane vive em São Paulo desde os 26 anos. Acreditava que, na cidade, se sentiria "mais livre" para ter relacionamentos homossexuais.

Em 2005, conheceu Noemi em uma sala de bate-papo na internet voltada para gays. Pouco tempo depois, marcaram um encontro e estão juntas até hoje.

Mas o começo do relacionamento foi "difícil". Ex-evangélica, Noemi, que havia sido casada com um homem por dois anos, já tinha um casal de filhos, Renato e Clarice, que, segundo ela, se espantaram quando souberam da orientação sexual da mãe.

Divorciada, Noemi levou as crianças para morar junto com Susane. "No início, eles não entendiam muito bem, mas, pouco a pouco, perceberam que eu era mais feliz assim", afirma.

Hoje, Susane e Noemi vivem com o filho Renato, que está noivo. A filha, Clarice, que engravidou na adolescência, saiu de casa há duas semanas para morar com um novo companheiro.

"Costumo brincar que meu neto tem duas avós maravilhosas", completa Susane.

Discurso de tolerância

Convertido aos 14 anos a uma igreja evangélica, o carioca Marcos Gladstone, de 36 anos, hoje gay assumido, sempre acreditou que seria "recuperado" da atração que sentia por homens.

Durante quatro anos, ficou noivo de uma mulher, mas pouco antes de se casar, decidiu revelar à família dela sobre sua orientação sexual.

"Não sentia amor pela minha noiva; apenas amizade. Quando disse à família dela que era gay, a fofoca se espalhou rapidamente. Ela chegou a ficar três dias sem comer", recorda.

Vítima de preconceito, Gladstone resolveu fundar em 2006, junto com seu parceiro, Fábio Inácio, de 31 anos, a "Igreja Cristã Contemporânea", pregando "um discurso de tolerância" e voltada predominantemente para o público gay.

No início, contavam apenas com cinco membros. Hoje, a igreja já tem 1,2 mil fiéis e seis filiais espalhadas pelo Brasil, além da sede no Rio de Janeiro.

Festas temáticas

Uma das formas encontradas pelas igrejas inclusivas para atrair novos fiéis e integrá-los aos membros antigos é promover festas temáticas.

Na igreja 'Comunidade Cidade de Refúgio', fundada por Lanna Holder - ex-missionária da igreja evangélica Assembleia de Deus que acabou expulsa por ser lésbica - são comuns as baladas gospel, realizadas uma vez por mês.

Na festa, chamada de "EletroGospel", bebidas alcoólicas não são permitidas. "O objetivo é que todos se divirtam com moderação. Somos cristãos e, portanto, contra qualquer promiscuidade", afirmou Lanna.

Já na 'Igreja Cristã Contemporânea', os fiéis são convidados a participar de retiros espirituais, que ocorrem durante o Carnaval.

Segundo Gladstone, a igreja recebe centenas de e-mails por dia de gays que têm medo de "sair do armário".

"Nosso trabalho é de aconselhamento. É muito importante que um jovem homossexual não se sinta sozinho mesmo quando a família não aceita sua orientação sexual."

com informações de BBC e diáriodasaúde

Evangélicos pedem ao Papa celebração conjunta dos 500 anos da Reforma

Nenhum comentário

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Papa e Nikolaus Schneider reunidos em Erfurt (Thomas Peter/Reuters)
Citada pela página de internet Religiondigital, Kathrin Göring-Eckardt acrescentou que não seriam de esperar, hoje, quaisquer acordos sobre os pontos centrais que dividem as duas igrejas. Um dos temas objecto de debate é a possibilidade de os católicos poderem comungar nas celebrações luteranas e os protestantes poderem fazer o mesmo na missa católica.

Essa prática, frequente na Alemanha apesar da interdição do Vaticano, é reivindicada por muitos crentes e comunidades, como forma de dar passos concretos na aproximação comum entre as diferentes igrejas cristãs.

Nesse sentido foi exactamente a declaração do presidente da Igreja Evangélica, Nikolaus Schneider, que pediu passos claros na reconciliação ecuménica. Em declarações à rádio pública alemã, Deutschlandfunk, afirmou Schneider, a propósito dos 500 anos da Reforma protestante: “Devemos encontrar-nos já ao mesmo nível.”

De acordo com a mesma fonte, Nikolaus Schneider acrescentou que, por muito que ambas as igrejas se aproximem, o Papa não poderá ser nunca, para os protestantes, a mais alta instância dogmática e jurídica. “Isso não seria aceitável.”

Já no encontro em Erfurt, no mosteiro onde Lutero viveu como monge católico, antes de romper com o papado, Nikolaus Schneider afirmou, perante o Papa, que Lutero “é a chave que une” a Igreja católica e a Igreja Evangélica (ou Luterana).

No seu discurso, Bento XVI rendeu homenagem ao iniciador do protestantismo, sublinhando a sua “paixão profunda” pela questão de Deus.

Declarando-se “emocionado” por estar naquele “lugar histórico”, o Papa alemão, 84 anos, afirmou: “O que não dava paz [a Lutero] era a questão de Deus, que era a paixão profunda da sua vida e o centro da sua vida e do seu caminho.” E acrescentou: “O pensamento de Lutero e a sua profunda espiritualidade estavam completamente centrados em Cristo” e a grande pergunta de “toda a sua investigação teológica e de toda a sua luta interior” foi “como ter um Deus misericordioso”.

Apesar de ter dito várias vezes, após ter sido eleito Papa, em Abril de 2005, que são necessários passos concretos no diálogo ecuménico, Ratzinger disse hoje que “o mais necessário para o ecumenismo” é que católicos e protestantes se ajudem mutuamente a acreditar e não percam “o que têm em comum”, nem cedam perante a “pressão da secularização”.

No seu discurso, o Papa considerou como “um erro dos tempos de afirmação confessional ter sublinhado sobretudo aquilo que separa” e não ter percebido “o que têm em comum” católicos e protestantes. E citou: “As grandes pautas da Sagrada Escritura e as profissões de fé do cristianismo antigo.”

O Papa considerou que, perante a “ausência de Deus” que se nota cada vez mais na sociedade, os cristãos correm o risco de “ceder à pressão da secularização” e “ser modernos adulterando a sua fé”. Mas esta tem que ser “pensada e vivida” de forma “nova”, para ser algo do presente, afirmou.
/Público
Destaque
© all rights reserved
Copyright 2020 GospelTop.com.br